segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meia Noite em Paris

Eu iria colocar assunto sobre a Defensoria Pública, porém com festejos de São João e uma semana encurtada pelo feriado e a festa, achei melhor não tratar de aborrecimentos.

Final de semana com chuva, clima mais ameno - não se podia chamar de frio - nada melhor que um bom cineminha, num horário que adolescentes não frequentam, depois das 21h. Ledo engano. Existem adultos que ainda não aprenderam exercitar o verbo mastigar - até sabem conjugar, porque é igualzinho a ruminar - e sentam com as tinas de pipoca, desabrochando uma sessão de mastigação com ruídos intoleráveis.
Iniciada a sessão, apagam as luzes, começa o filme e eis que chega um casal retardatário. Ela de minúsculo short, mas de botas acima dos joelhos e cachecol, ele como um parvo ficam em pé por alguns minutos depois sentam. Em outros tempos, eu partiria do cinema, procurando outra coisa para fazer. Outros tempo, agora fecho os olhos, minto para minha mente que eu não estou vendo aquilo e basta.

"A gente mente para a mente e a mente mente para gente." Desconheço o autor, todavia reconheço que é uma máxima.



O filme é muito legal. Woody Allen fez algo, ao meu sentir interessante - confesso que os velhos filmes dele  me pareciam nada, falando de coisa nenhuma, porém era cult dizer que gostava do Allen. 

Mas, quem continua não gostando dele, porém gosta de Paris pode assistir ao filme que se constitui numa verdadeira farra visual, só comparável com as mesas juninas do nordeste brasileiro. Fartas e Saborosas.

Paris em todas as estações do ano, com suas belezas e a marra dos franceses, peculiar e intrinseca daquele povo, como o é a suposta hospitalidade baiana. A Rue Jacob, a Champs Elysées, as pequenas e estreitas ruas do centro daquela esplêndida cidade. O Boulevard Saint Michel e a Rue Moufetard.

Mas, o que mais me agradou foi saber que, como eu, o diretor acha Paris mais bonita nos dias de chuva. E é verdade.

Não vou contar o filme, porém, a essência dele sempre é depois da meia-noite, em Paris, numa volta ao tempo, no mínimo, sensacional.

Creiam, o ator Owen Wilson - que fez Marley e Eu, no caso ele - sonho de consumo sexual de uma amiga minha, que acha insuperável o nariz torto do ator, já confessado ao atual marido dela, por sinal o 5o. - consegue fazer uma interpretação digna.

Quem também tem participação especial no filme é a Mme Sarkozy, Carla Bruni, que se apresenta como uma guia turistica. Outra coisa muito boa é a crítica que é feita aos americanos dos EUA e sua arrogância, através do personagem de um professor que se acha sabedor de tudo e culto, quando é um perfeito ignorante, quer da cultura francesa, quer dos vinhos - ele prefere os californianos - quer dos artistas internacionais.
A cena dentro do Musée d´Orangèrie é fantástica, em matéria de fotografia.

Por fim, não precisam se escandalizar. Tenho autorização expressa da minha amiga - de mais de 25 anos de amizade - que poderia mencionar sua fascinação pelo citado ator americano, bem como da ciência do marido sobre este assunto e do grande sonho dela, qual seja ultrapassar a recém falecida atriz Elizabeth Taylor em número de consórcios matrimoniais. Por certo, eu serei a pessoa que mais foi padrinho de casamento abaixo da linha do Equador.

Um comentário:

  1. Filmaço!

    Mas, por estas e outras, prefiro as salas de arte.

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