Eu passei mais de duas décadas trabalhando como Defensor Público titular da 2a. Vara Privativa do Júri de Salvador. Numa época, cheguei a atuar nas duas Varas da Capital.
Agora oficialmente promovido, por dever, de consciência tenho que externar meus agradecimentos às pessoas que conheci naquele território, com quem aprendi muito, aprendizado de vida e de Direito também. Vou começar pelo pessoal de apoio como D. Ana, D. Carmem, Erenice que fez minha primeira beca, Zeni, Dolores, Olivia, Cristovam, Ubirajara e Marivaldo.
Na magistratura Dra. Sônia Maron, Dr. Nivaldo Omena, Des. Mário Alberto Hirs, Dr. Cássio Miranda, Dr. Cláudio Caesare Braga, Dras. Ines Miranda e Sandra Ines R. Azevedo, Des. Cicero Landin, Dr. Álvaro Marques, Drs. Moacyr Pita Lima, pai e o filho, este atual titular da 1a. Vara Privativa do Júri, Plenário.
Agora o mais difícil, o Min. Público. De pronto, quem muito me ensinou quando cheguei, Dr. Humberto Araújo. Dr. José Marinho e Dr. Cícero Magalhães Brito, Dr. Agostinho Mattos Filho e os amigos - agora em outro plano, José Gabriel Castilho Filho e Júlio Gusmão... Era de tremer. Com Dr. Júlio e Dra. Sônia Maron assisti, pela primeira vez na minha vida, um júri ser desfeito, suspensa a sessão por deficiência de Defesa. Eu, no salão, só ouvi a Juíza Presidente me nomear para patrocinar a defesa do réu, me concedendo vista dos autos imediatamente e marcando nova sessão para 10 dias depois. Eu não esuqecerei a data nunca, por motivos óbvios. Foi num 10 de abril de 1996, eu estava fazendo 40 anos.
Ainda no Min. Público trabalhei com Nivaldo Aquino, este é e era uma figuraça. Jânio Braga, Davi Gallo e Dr. Cássio. Só? Qual nada. E elas? Deixe-as por último propositadamente. Com as Promotoras fiz grandes e emocionantes júris. Dra. Armenia C. Santos, altiva, linguagem irretocável, polida de uma seriedade que não nos permitia muita brincadeira ou irreverência - eu sou irreverente de berço e a dificuldade para controlar...
Dra. Isabel Adelaide Moura, Dra. Sara Mandra Russioleli, Dra. Regina e Dra. Cleusa Boyda. Esta eu deixei por último. Minha colega de faculdade, formamos na Turma da UFBA de 1979, trabalhamos mais de 10 anos juntos, emotiva como eu, choramos em plenário, ríamos, discutíamos e nunca tivemos o menor arranhão na nossa amizade, ao contrário. Mais de 30 anos de amizade e ponha sólida amizade nisso. Acreditamos nas mesmas coisas da vida. O Tribunal do Júri foi uma convivência rica, muito rica e Dra. Cleusa Boyda foi um divisor de águas naquela Corte Democrática de dizer o Direito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário